segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Anseio por ti, utopia"


Anseio loucamente por desvendar o mistério que trazes contigo, e por dizer que não és apenas um sonho dificil de atingir.
O teu ser atraí-me e faz-me desejar-te.
Os meus lábios chamam pelos teus.
Quero tocar-te, quero sentir-te; quero-te.
Sonho em agarrar a tua mão, olhar-te nos olhos e dizer-te que és a minha utopia.

domingo, 11 de abril de 2010

"Volta..."


Acordei, e olhei pela janela.
Estava um dia "triste", e chuviscava.
Deixei-me estar deitado, a ouvir o som dos pingos de chuva.
Comecei a pensar.
Pensei nos primeiros dias, em que deitavas a tua cabeça sobre o meu ombro, em que trocavamos palavras, olhares, gestos sentidos.
Apesar de não te ter ao pé de mim, via os teus olhos perfeitamente definidos, e só queria guardá-los para os poder ver a toda a hora.
Via-te ali.
Senti que estava na hora de fazer algo, que ainda não tinha tido coragem de fazer.
Seja o que for que te tenha feito, ou dito, não foi minha intenção magoar-te, porque apenas te quero de volta.
Sim, quero-te de volta, porque tenho a tua foto ao meu lado, porque tenho a cabeça cheia de sonhos despedaçados, e porque tenho um punho cerrado de puras emoções.
Sei que tenho de abandonar isto, de deixar tudo para trás, mas quero fazer-te o que me estás a fazer agora.
Quero que sintas a falta, quero que pronuncies o meu nome por vontade própria, quero que me desejes.
Estou completamente farto.
Eu quero-te e ele tem-te.
Mostra-me que estou enganado, e diz-me que estou errado.
Olha-me e desenha-me, se é o que gostas de fazer.
Sim, quero-te.
Sim, sinto a tua falta.
Sim, desejo-te.
Começou a chover mais intensamente.
Acordei.
Parecia que até então tinha estado a vaguear por entre os meus pensamentos.
Levantei-me, e os meus lábios apenas pronunciaram :"creio que está na hora de voltares".

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Por vezes dói"

Nascemos e vivemos.
Vivemos de formas diferentes, em que alguns caminhos se cruzam.
Ao cruzarem-se transmitimos todo o nosso ser, e amamos.
Amamos incondicionalmente, e com toda a nossa força, nunca esperando sermos rejeitados.
Mas, por vezes acontece e dói.
Dói.
Dói até esquecermos.
E quando pensamos que finalmente esquecemos; o sentimento, a saudade, a falta de a voltar a ver, traz de volta a dor.
Uma dor que perdura, até voltarmos a nascer, a viver, e a cruzar caminhos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Adeus eterno"


Sentia um frio a percorrer-me as costas.
Não estava bem.
Apesar de te ter ali ao pé de mim, sabia que não era por muito; sabia que irias partir.
Sim, era o último dia, a última tarde, as últimas horas, os últimos minutos.
Olhei-te vezes sem conta.
Queria guardar o máximo de imagens tuas, possíveis.
Tocou para a saída.
Saís-te.
Eu segui-te, mas vagarosamente.
Não queria que aquilo acontecesse. Fiquei parado na entrada da sala, a olhar para ti, e tu para mim.
Perdi a noção de tudo.
Senti uma lágrima, a escorrer pelo canto do olho.
Não queria perder-te.
Não queria acabar com o sentimento, não queria ter de dizer adeus.
Não queria perder, tudo o que tentei construir.
Abracei-te.
Abracei-te, com toda a força que tinha.
Sussurrei-te ao ouvido, que eras tudo para mim, e que te amava.
Abraçaste-me.
Disseste-me, que me odiavas, e que não era um "adeus", mas sim um "até já", pois voltarias para recordar os bons momentos, as palavras, os olhares, os sorrisos, tudo.
Porém, sentia-me mal na mesma; sabia que nada voltaria a ser igual.
Despediste-te.
Seguiste o teu caminho, e avanças-te.
Fiquei parado, a olhar para ti a afastares-te.
Mas não aguentei mais. Ainda, mas tinhas partido, e já as saudades me apertavam e sufocavam.
Correi até ti, e agarrei-te na mão.
Puxei-te para mim, e senti os teus lábios.
As coisas, poderiam ter sido de outra forma- disse-te.
Concordas-te e deste-me outro beijo.
Trocamos as últimas palavras. Eram os últimos segundos.
Beijei-te de novo, prolongadamente, pois não queria que me deixasses. Partiste.
Recordo cada cabelo teu, cada olhar, cada palavra, cada beijo, cada abraço, cada pensamento, cada minuto.
Talvez te ame eternamente.
Poderá ser este o nosso fim, se não mudar-mos o meio.
Sei que o adeus chegará, mas quando fores levarás uma parte de mim, uma parte que nunca mais recuperarei.
Quero-te amar, mas não vou implorar.
Quero-te amar & quero que me ames.
F de fim, F de feliz.
Amo-te.