Recordas aquela intríseca sinfonia, que aguça a velha temeridade de ser mais um nostálgico e desfalecido ignóbil, perdido num imbróglio entre a (ténue) indulgência e a incessante procura pela áurea quimera?
Entendes o (meu) infeliz desnorte, desde que adquiriste a tua estabilidade lógica?
Acredito que a sincronização do teu coração, fosse uma honorífica necessidade; mas tal planeamento estratégico acabou com o refúgio que em ti encontrava.
Por isso, desculpa(-me) se esta minha (humana) necessidade de te ter, afectou a tua acutilante esfera; mas não te posso iludir: gostava que estivesses aqui.
Aqui, ao meu lado, com os teus longos cabelos encaracolados, e acalmasses o meu desnorte.
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 5 de março de 2011
"Quimera"

Esquece.
Esquece, e senta-te comigo.
Não interessa onde, não interessa quando, senta-te apenas.
Senta-te, fecha os teus pequenos olhos, e esquece.
Esquece o que nos envolve, esquece onde estamos, esquece tudo o que já te disse, e o que ainda não me disseste.
Esquece.
Esquece os teus problemas, esquece os meus problemas, esquece os problemas que poderemos ter.
Esquece tudo o que já acabou, ou o que ainda pode começar, esquece todas as (imperfeitas) juras, esquece todas as promessas que (inconscientemente) juraste cumprir.
Esquece as minhas mentiras, e as tuas verdades.
Deixa-te levar pelo esquecimento, e envolve-te nesta ilusória quimera.
Esquece e abre os teus olhos:
- E agora amas-me?
domingo, 24 de outubro de 2010
"Lúgubres e supérfluas palavras"

Somos apenas uma massa que se move, e que troca (supérfluos) sentimentos.
Somos apenas lúgubres seres, facilmente substituiveis, e esqueciveis.
Somos meros hipócritas, que fazemos (inconscientemente) juras, que jamais cumpriremos.
Somos apenas perseguidores, da (efémera) felicidade.
Mas, não sabes o quão adorável és.
Preciso de ti, tal como desde o primeiro dia; mas a pena cada vez maior, de te perder, e o distanciamento chegar, destrói tudo o que sempre te quis dar.
Ninguém disse que ia ser fácil, mas também ninguém disse que iria ser tão dificil.
Sinto muito por tudo isto, porém, se te decidires por outra encenação, com outras personagens, eu continuarei lá para te ovacionar.
Sabes, só quero voltar ao nosso começo.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
"Utópico nós"
Não tenho as palavras certas, não sei por onde começar, nem a melhor forma para te tocar.
Sei apenas que o teu misterioso ser, é irresistível, é delicioso, é estimulante, é completamente perfeito.
Sabes perfeitamente, que mudaria por ti.
Sabes que me tornaria o que desejares,
Porém, poderás dizer, ao ler isto, que deixaria de ser eu próprio, que perderia a minha (fraca) essência; mas de que me vale ser eu, se não te tenho?
De que me vale ser um eu, se anseio por ser um nós?
De que me vale ser eu, se este débil e incompleto eu, não te sente, não te tem, não pode olhar-te a qualquer hora, não sente nem nunca sentiu teus doces lábios?
Não quero ser este eu que te vê como uma inatingível utopia.
Quero antes agarrar-te nas tuas mãos, olhar-te nos olhos e perguntar-te:
“-Queres ser minha?”
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